desordem

UM BLOG DE EDUARDO BRITO

nuvens.

Ilha de S. Jorge (debaixo de nuvens) vista do Canal.

Duas referências a nuvens são feitas por Charles Baudelaire em O Spleen de Paris. Uma, em O Estrangeiro diz assim: “eu amo as nuvens… as nuvens que passam… além… além… as maravilhosas nuvens”. Páginas mais tarde, em A Sopa e as Nuvens, chama-lhes “moventes arquitecturas que deus faz com os vapores, as maravilhosas construções do impalpável”. Ainda nesse mesmo texto, a bem amada refere-se-lhe como “mercador de nuvens”. Não necessariamente por este motivo, mas sobretudo por este manifesto (e por uma dica de James Elkins na página 81 de What Photography Is), faz algum sentido pertencer à Cloud Appreciation Society.

(E, depois de inscrito, pôr a Desordem em pausa até Setembro e ir por aí olhar para as nuvens, olhar as nuvens, olhar as nuvens, olhar as nuvens.)

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